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  • Foto do escritorJefferson W. Santos | Ad Astra

A Logística Aeroportuária

Atualizado: 18 de mai.






Foto Cris Leipert at Unsplash


Falarei sobre um assunto de interesse para muitos profissionais já no mercado ou em busca de inclusão ou recolocação. Será sobre Logística de apoio às atividades aéreas. Como a essência da Logística e das atividades de apoio aéreo concernentes a aeroviários e aeronautas só ocorrerem com eficiência e segurança por intermédio da Gestão Estratégica, o assunto também é pertinente aos demais profissionais da área de Administração.


Será uma oportunidade de profissionais de Logística atuarem em um segmento diferenciado e mais complexo que os similares como, também, uma oportunidade de profissionais aeroviários conhecerem um pouco mais da lide no segmento de Logística, ampliando sua gama de competências e de conhecimento considerando eventuais mudanças de ramo de atuação.


Falarei com base em minhas experiências práticas anteriores vivenciadas como auxiliar na gestão de garagens, de oficina de aeronaves, de armazéns de carga aérea e de escritórios -RH, Jurídico e Educacional.


Como tive experiências em muitos aeroportos de variados tamanho, tipos e destinação (civil e militar) convém ter em mente aeronautas e aeroviários dando apoio a aeronaves de pequeno porte em aeroportos pequenos e médios quando ficam próximos ou envoltos à equipamentos, bagagens, veículos etc.


Diferentemente de grandes aeroportos e de grandes estruturas de apoio ao voo, pilotos e comissários (aeronautas) têm contato mais direto com pessoal (aeroviários) e equipamentos de apoio solo para o aprestamento da aeronave.


Nesse universo operacional existem os ARMAZÉNS, objeto principal destas considerações.


  • Aeroviários gerenciando armazéns do aeroporto ou terceirizados; e

  • Logísticos ou gestores (não logísticos) gerenciando armazéns de apoio aéreo.

Para melhor entendermos o cenário e os comentários convém considerar algumas PERSPECTIVAS sobre as atividades de apoio aéreo:


  • PÁTIOS e ESTACIONAMENTOS em PEQUENOS e MÉDIOS AEROPORTOS:

Como há uma enorme quantidade de aeroportos no território nacional, convém que as características de operação e de execução de atividades abordem aeroportos que não sejam de grande porte pois neles há muitos apoios, equipamentos, processos e sistemas não existentes nos demais aeroportos mais modestos, TODAVIA a possibilidade de problemas operacionais e, até, de acidentes são mais evidentes.


AERONAVE NÃO ENCOSTA NO ARMAZÉM!!


Para aeroviários e aeronautas isso é um ABSURDO, todavia, para os profissionais Logísticos ou eventuais administradores, nem tanto. Aliás, oferece, até outra perspectiva.


Uma vez ponderadas as PERSPECTIVAS que parecem óbvias, convém, ainda, considerar outras informações pertinentes e importantes para o entendimento das informações que seguem:


  • Considerar: CAMINHÃO (VEÍCULO outro); e

  • PÁTIO (circulação, acessibilidade e mobilidade) estacionamentos e áreas de manobras (circulação e acessibilidade) a aeronaves e instalações.


Aqui vale considerar eventuais riscos que geram acidentes em função de pressa ou açodamento podendo gerar colisões entre caminhões, veículos, tratores, pranchas e reboques com aeronaves, pessoas ou outros equipamentos presentes nas áreas de estacionamento e de manobra.


Em um ARMAZÉM se houver uma colisão entre o veículo ou caminhão ao encostar em uma baia para carregar ou descarregar ocorrerá a interdição dessa baia e o uso da baia ao lado. Os problemas que advierem desse acidente serão resolvidos por funcionários da empresa (profissionais do QSMS - Qualidade, Segurança, Meio Ambiente e Saúde-).


Por outro lado, até para sedimentar o conhecimento e a importância da diferença daquilo que parecia óbvio e absurdo, se a colisão ocorrer entre veículos, tratores, esteiras e reboques com uma AERONAVE ou entre si no PÁTIO haverá INTERDIÇÃO, da área, a CIRCULAÇÃO e a acessibilidade serão interrompidas. Também haverá a presença e ação dos BOMBEIROS de AERÓDROMO e profissionais com expertise no SGSO (Sistemas de Gerenciamento da Segurança Operacional). Dependendo da gravidade e de eventuais pessoas envolvidas, haverá a presença e atuação Polícia Civil e se o aeroporto for internacional, a presença da Polícia Federal.


Avaliaremos, agora, dois tipos distintos de riscos potenciais:

  • ABALROAMENTO: Evento comum para AEROVIÁRIOS e LOGÍSTICOS; e

  • MOLINETE: Evento comum para AEROVIÁRIOS e INCOMUM para LOGÍSTICOS.

Quanto ao ABALROAMENTO:


Se em um CAMINHÃO:

  • Se for LEVE o caminhão ou veículo pode sair do armazém de Porto Alegre (RS) e transitar até MACAPÁ e voltar sem problema na locomoção;

  • Se for médio ou grave: desloca ou não o caminhão da posição atual;

  • Áreas de impacto: Cabine e carroceria.


Se em uma AERONAVE:


  • RETÉM para AVALIAÇÃO e RECUPERAÇÃO ESTRUTURAL ANTES de voltar ao voo. Interdita aeronave e o local -para investigações-.

  • Se for médio ou grave: desloca ou EMBORCA a aeronave: RISCO DE VAZAMENTO DE COMBUSTÍVEL;

  • Áreas de impacto: superfícies de voo (asa, profundor e leme), nariz, antenas, hélices, rotores (helicópteros -rotor principal e rotor de cauda), esquis de pouso, trens de pouso.

Quanto ao MOLINETE:


  • É a situação da hélice girando em baixa rotação. Pode estar VISÍVEL ou INVISÍVEL (noturno ou posição ou área de aproximação do VEÍCULO (TRATOR ou PRANCHA ou REBOQUES);

  • Atentar para ZONA de APROXIMAÇÃO e de ENGATE (Pranchas, esteiras com cilindros etc.)

  • Atentar para as atualizações ou modificações dos LIMITES e das PECULIARIDADES de MANOBRAS PRÓXIMAS à AERONAVE.


Um último detalhe: Quanto à AERONAVE:


  • AVIÃO é DIFERENTE de HELICÓPTERO. (Fato e características comuns ao aeroviário, mas incomum para o logístico).

  • Independente de quem estiver à frente da execução dessas atividades específicas, convém lembrar tratar-se de GESTÃO, portanto:

A GESTÃO requer:

  • MUITA ATENÇÃO a detalhes;

  • ANTECIPAÇÃO: eventuais problemas: REQUER CONHECIMENTO (VÍDEO FATORES ESTRUTURAIS E CONJUNTURAIS)

  • PLANEJAMENTO // EXECUÇÃO // CONTROLE // CORREÇÃO

  • REGISTRO de LIÇÕES APRENDIDAS.


Como o assunto é extenso, apresento essa primeira parte à guisa de introdução. Outros artigos serão apresentados para se completar, ainda em nível de informações básico, algumas características desse diferenciado tipo de operação logística de apoio à atividade aérea da qual fui operador em organizações militares e voando na aviação offshore na Bacia de Campos (RJ).


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Sucesso em sua carreira.

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